Saulo B_ · Framework de design

Glass

Um framework de design de Saulo B_ para tornar visível o que importa.

Três camadas que trabalham juntas: o processo, as lentes pelas quais cada passo olha, e o repertório que ele consulta. Não é metodologia para seguir — é como eu penso, posto em ordem.

01 · Processo

11 passos em 5 estágios.

Cada passo tem uma pergunta, o que sai dele e as lentes que usa. Clique para abrir; arraste o quadro ou use ⌘ + scroll para dar zoom.

01Kickoff

02Discovery

03Diagnostic

04Concept

05Build

02 · Lentes

11 lentes. Um propósito: questionar melhor.

Os modelos mentais pelos quais cada passo olha. Abra para ver o modelo inteiro.

Modelo autoral · o post-it amarelo do quadro Perguntas de alinhamento "o que vc ta falando?" · "como que objetivo?" · "pra quem vc ta falando?" — e o porquê: "clareza epistêmica", "semântica", "estamos falando a mesma língua", "o que vc recebe não é o mesmo que eu recebo", "quem fala importa", "a lente muda o que se vê", "a comunicação ta ruim"
Nos passos 01 Alinhamento sobre a iniciativa
Nos passos 02 Ciclo de vida · 03 Recorte
Nos passos 05 Síntese
Nos passos 05 Síntese
Nos passos 05 Síntese
Nos passos 07 Pré especificação
Nos passos 06 Ideação
Nos passos 06 Ideação
Referência · Christensen · Ulwick Jobs to be Done O progresso que a pessoa quer fazer, não o produto que ela compra
Nos passos 07 Pré especificação
Referência · NN/g Landscape de métodos de pesquisa
Nos passos 04 Pesquisa sobre o recorte
Repertório próprio · Saulo B_ DS v3 Design System Tokens e componentes que o protótipo usa para parecer produto real
Nos passos 08 Prototipação

03 · Repertório

O que a base de conhecimento traz para a mesa.

Cada passo consulta uma base que cresce com o trabalho. Aqui ficam os nomes; o conteúdo fica na minha base de conhecimento.

Tipos de interface GUI, TUI, VUI, Zero UI, calm tech, ubicomp, BCI, agentic UX — e as cinco dimensões D1–D5
Padrões de navegação Os oito esqueletos de app do UI Nav
Escolha de gráfico Dezessete gráficos: uso, boa prática e quando não usar
Mapa dimensional de IA O modelo completo, com as famílias A–D e as medidas
Clareza epistêmica aplicada a IA O instrumento de marcar fato, suposição e lacuna, e a lista do que nunca se gera sozinho
Pesquisa avançada em UX
Discovery contínuo O duplo diamante e por que o Glass tem passos nomeados
Framework estável > feature nova

A resposta a cada capacidade nova de IA é manter o processo e usar a IA como parceira de raciocínio, não reescrever o método a cada lançamento

Como tudo isso se conecta

As lentes operam em camadas diferentes,
mas servem ao mesmo propósito.

Captar o que está acontecendo. Interpretar o que isso significa para o negócio e para quem o usa. Chegar a uma ação que o problema justifica.

Frameworks não entregam produto

A definição de Ries é precisa.
O exemplo mais citado, não.

"A menor versão de um produto que permite obter o máximo de conhecimento validado sobre o cliente" — isso é rigoroso. O problema é o vídeo do Dropbox, amplamente citado como referência de MVP: o usuário não recebeu nada de valor. Apenas viu uma ideia. Satisfaz o critério de aprendizado do negócio, mas não entrega valor ao usuário.

Experimento ≠ Produto. MVP tem duas condições simultâneas: mínimo para aprender (negócio) e mínimo viável para entregar valor real (usuário). Quando só a primeira existe, é experimento.

Estes modelos não são metodologia para seguir.
São o mapa do raciocínio.

Uso eles para navegar ambiguidade, comunicar decisões para quem precisa de clareza diferente em cada nível e construir produtos onde o custo do erro é alto e o tempo para descobrir é curto.

O que entrego não é só UX. É redução do custo de estar errado.

Ver os cases

Referências

Teoria das Restrições, Goldratt DIKW, Ackoff, 1989 Falsificabilidade, Popper AI Brainstorming Kit, Yildirim et al., CMU HCII, 2023 UX Strategy, Jaime Levy, 2015 Blue Ocean Strategy, Kim & Mauborgne, 2005 Business Model Canvas, Osterwalder, 2010 Lean Canvas, Ash Maurya, 2010 Lean Startup, Eric Ries, 2011 MVP original, Robinson / Blank Propósito do negócio, Peter Drucker Inovação disruptiva, Christensen, 1997 Jobs to be Done, Christensen · Ulwick UX research methods, NN/g