Problema
Ambientes industriais têm acidentes que poderiam ser evitados, mas as soluções de monitoramento existentes não resolvem o problema real: ou são generalistas demais, cobrindo segurança patrimonial e segurança do trabalho no mesmo produto sem profundidade em nenhum, ou entregam alertas informativos que ninguém age em cima. O desafio era descobrir se havia espaço para um produto especializado, o que ele precisaria fazer de diferente, e como sustentar relevância num mercado em que a tecnologia evolui mais rápido do que o ciclo de desenvolvimento de produto.
O que eu precisava entender
Onde o mercado tinha gaps reais, não gaps de feature. Se os clientes industriais tinham maturidade para adotar uma solução como essa e o que definia essa maturidade. E como desenhar um produto que fosse implementável rapidamente sem abrir mão da sofisticação que o diferenciaria no médio prazo.
Como eu investiguei
Análise competitiva de 12 empresas em quatro países para mapear capabilities, gaps e posicionamento. Cruzamento com dados de acidentes industriais brasileiros (AEAT 2023, INSS, SmartLab) para identificar setores e tipos de máquina com maior volume e viabilidade técnica. Entrevistas com equipes de segurança de clientes reais em automotivo e farmácia. Entrevistas com vendedores da Schmersal para entender dinâmica comercial, perfis de clientes e barreiras de venda. Análise de propostas comerciais e dados de CRM para triangular necessidades com comportamento real de compra.
Achado crítico
O maior bloqueio para adoção não era tecnológico nem de preço. Era cultural: segurança não é prioridade para a diretoria, e isso se reflete diretamente no chão de fábrica. Qualquer solução que dependa de engajamento voluntário enfrenta resistência. O segundo achado redefiniu o que "proativo" significa nesse contexto: não é o produto que mais detecta, é o que fecha o ciclo entre detecção e resposta. Era esse ciclo que o mercado brasileiro especializado não entregava.
Resultado
Discovery completo com síntese de pesquisa, análise competitiva e mapeamento de oportunidades. Arquitetura de produto definida a partir dos achados, incluindo princípio organizador central por agente de risco, distinção entre domínios de veículo e máquina, e modelo de implantação on-premise para viabilidade em ambientes industriais sem dependência de internet. Roadmap em três horizontes: MVP implantado em produção em dois clientes reais, versão Beta com monitoramentos ativos e v1.0 com produto completo. Projeto pausado após Fase 2 por realinhamento de prioridades internas de desenvolvimento.
🔒 Projeto sob NDA, detalhes operacionais e dados de clientes omitidos.